Foram 7 dias de muitos acontecimentos desde a ultima vez que dei o ar da graça aqui. Começou que fui no show/festival de Primeiro de Maio, onde teria o show do Jorge Ben. Nao soh teria como, de fato, teve. Esperamos durante cerca de 5 horas até começar o show dele. Ai ele toca “Homem da Gravata Florida”, “Umbabarauma” e “Pais Tropical” e acaba o show. Isso mesmo, tres musicas. Pra quem acha o Planeta Atlantida grande, da uma olhada no que era isso aqui.

Primo Maggio

Bueno. Sexta feira me mandei pra Toscana. Liguei pro Mano, irmao do Miguel, que ta morando la pedindo asilo politico, que foi prontamente cedido. Me botei em um trem e fui. Chegando la, fui até o lugar de trabalho do Mano e ele disse pra eu ligar pro Ique, que era quem devia estar em casa. Liguei pra ele e fui largar a mochila na casa deles, que fica algo em torno de 20 metros do Palacio Pitti e uns 150m da Ponte Vecchio. Chegando la, fomos pra casa do Boni e da Gabitcha, casal que eu conheci em Bariloche e que ta na Italia ha mais ou menos o mesmo tempo que eu. Depois saimos pra dar uma volta na noite Fiorentina mas no fim soh ficamos pela rua mesmo.

Chegada em Firenze, na Piazza della Signoria

Sabado sai e dei umas mil voltas com a Manoela. Ela ja me mostrou o Gelato de 1€ (que foi o point do final de semana) e foi la que fiz a maioria das minhas refeiçoes (que acho que foram 3 em 2 dias). To numa de nao comer muito aqui, nao sei porque. Tomo bastante agua, mas como pouco. Legal mesmo foi a minha refeiçao brasileiro-pobre-porem-malandro com a Manoela. Enquanto subiamos uma colina para irmos na Piazzale Michelangelo passamos por um jardim turistico, com flores lindas e a, tchanan!, uma bargamoteira pequena. Nao tivemos duvida: um encobria o outro enquanto os alimentos eram colhidos. Bergamota - azedinha, mas tava boa - para lanche da tarde. Pela noite, soh deixo uma dica: bebam o chopp CREST. Nao é pasta de dente, é chopp. Muito bom! Domingo acordei meio tonto, com as pernas meio bambas. Achei que era a falta de comida e pedi uma pizza e nao consegui comer nem metade. Mas o litro de Coca Cola que eu tomei me fez melhorar. De tardezinha me mandei pra San Gimignano, onde fui apanhado na estaçao pelo grande Dr. Jung, meu amigo que conheci no Japao e que chamamos de Blatter. Ele e a esposa, junto com outros 3 casais, alugaram uma chacara perto de San Gimignano (com vista para os muros da cidade) e me convidaram para passar uns dias la. (In)felizmente, soh pude passar 1 dia, mas foi o suficiente para curtirmos junto esse tempo. Nel fratempo, teve a final do Gauchao. A conexao da internet la na casa que eles alugaram sofria de labirintite: fazia que ia, nao ia, e acabava caindo. Nos estavamos angustiados que nao conseguiamos escutar o jogo quando do Vitor me liga de Milao:

B: Dimmi tutto!
V: Hahahahaha…
B: Dimmi, maledetto!
V: 1×0…
B: Chi?
V: Danny Morais

Bueno, eu e o Blatter festejamos e eu ja avisei o Vitor para me ligar de novo com qualquer noticia. Ele me liga 10min depois pra anunciar o segundo gol do Inter: Fernandao. Quando ele ta me contando como foi, anuncia: 3×0. Me liga de novo pra contar o do Alex. Festa na Toscana, festa no Beira-Rio. Eu e o Blatter fomos jantar, esperando as ligaçoes do Vitor, mas nada, nada, nada. Ateh que o Blatter saiu de fininho da mesa e foi no andar superior. Quando ele volta, traz as boas novas: 7×1! Eu nao acreditava! Foi ai que comecei a torrar meu celular e ligar para o Beira Rio. Falei com o Vacaria, meu pai, minha irma, o Blatter falou com o filho dele, o Crithian “Clapton” Jung. Enfim, foi uma festa. Minha mae me ligou para avisar que tava 7×1 quando ela me diz “Oh, mais um!”. Desforra, com direito a muito vinho. Eu e o Blatter saimos da casa depois do jogo e ficamos na rua, apreciando o ar de campanha em uma noite da Toscana. Rindo à toa. De repente, entre incredulidades futebolisticas, paramos subitamente de falar e abrimos os ouvidos: foguetes! Em alguma colina, atras de umas arvores, perto de San Gimignano, estavam sendo estourados foguetes. Eu e ele nao nos aguentamos. Essa nossa torcida é foda! Quando eu contei para o meu pai, a sua sensatez nos disse que podia ser do Palmeiras, que tinha ganho o primeiro titulo em 11 anos, mas eu garanto que o céu, definitivamente, nao tava colorido de verde aquela noite.

Segunda ao meio dia voltei para Roma para caçar um emprego. Comprei um jornal e sai a procura. Larguei alguns curriculos, até em loja de roupa intima, fiz algumas entrevistas, mas nada de concreto. Quarta-feira, depois de passar em alguns lugares que tinham oferta, passei umas 2h com outro amigo que conheci no Japao, o Alexandre Duarte, nosso grande Lucianinho. Ele, e esposa e as duas filhas, Julia (4 anos) e Giovanna (6 meses) estao fazendo turismo em Roma e nos caminhamos um pouco juntos, almoçamos e fomos a Basilica de Santa Maria Degli Angelli, na Piazza della Reppublica. Muito bom reencontrar os amigos em lugares lindos como esses.

Enfim. Quinta feira me ligam de um pub que fiz entrevista para eu fazer um teste a noite. Cheguei as 10 e fui ser barman. Meu primeiro dia era mais pra aprender como eles fazem os drinks, a sistematica da casa e fiquei tambem servindo chopp. Ainda tenho que aprender mais sobre os drinks, mas acho que pode ser uma boa. O problema é o horario: das 22h até fechar e, depois de fechar, tem que lavar tudo… Ontem, que nao era dos dias mais movimentados, sai de la 5h45min. Puxado. Mas vamos ver, enquanto nao achar nada melhor, fica ganhando um dinheirinho la e ja vou aprendendo tambem, ganhando experiencia… Fiquei de voltar la no sabado para ver como me saio…

Bueno, isso aqui ficou muito comprido, o que demonstra meu grande poder de sintese, e acho que ninguem chegou até o final. Se chegou, meus parachoques. Agora vou la que tenho que dar mais uma descansada, ver se volto a sentir minhas pernas. Quem sabe no proximo post eu ja possa dizer com certeza se a mulher do dono do Pub de fato estava me assediando ou eu que estava me achando muito gostoso.

Comentarios sao bem vindos. Beijos e abraços,

Marcos.